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Funcionários dos Correios entram em greve a partir desta segunda-feira (12)

Por: verdinha às 8:56 de 12/03/2018

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Foto: Reprodução

Os funcionários dos Correios entrarão de greve a partir desta segunda-feira (12), em todo o Brasil e por tempo indeterminado. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a paralisação estava planejada para começar desde as 22 horas do domingo (11) e tem como motivações mudanças relacionadas aos salários, à exclusão dos dependentes do contrato e às condições de trabalho em geral.

A data aproveita o julgamento do plano de saúde pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que acontecerá também nesta segunda. Com relação aos planos de saúde, a Fentect afirma que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) paga R$ 1.600,00 para os funcionários, “o pior salário entre empresas públicas e estatais”, segundo a Federação.

Além desse, outros pontos alterados pelos Correios, aos quais a Fentect se mostra contrária, são: mudanças no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS); terceirização na área de tratamento; privatização da estatal; suspensão das férias dos trabalhadores; extinção do diferencial de mercado; e redução do salário da área administrativa. “Além disso, entre as demandas dos ecetistas estão a contratação de novos funcionários via concurso público, a segurança nos Correios e o fim dos planos de demissão”, completa a nota.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares ressalta, ainda, que o “desmonte” promovido pelos Correios tende a prejudicar a garantia plena dos serviços prestados a toda a população. Além disso, esclarece que “quanto ao reajuste dos preços dos serviços da estatal, a federação e toda a categoria concorda com a sociedade e discorda de aumentos abusivos nos valores. Por isso, os trabalhadores apoiam o direito da população ao cobrar que não haja excessos nas contas a serem pagas”.

Em resposta, os Correios também lançaram nota oficial, onde afirmam que “a greve é um direito do trabalhador”, mas ponderam que a estatal passa por uma situação muito complicada. Segundo eles, a empresa discutiu as questões relativas ao plano de saúde com as representações  dos trabalhadores, “tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho”. Por fim, os Correios informam que esperam o veredito do TST, mas que “já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”.

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