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Outubro Rosa: mulheres cearenses contam história de superação na luta contra o câncer de mama

Por: verdinha às 10:25 de 11/10/2017

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O Outubro Rosa, movimento criado na década de 1990 para estimular a participação da população no controle do câncer de mama, tem o objetivo de promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Segundo dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, o câncer de mama é o tipo mais comum e que mais mata mulheres em todo o mundo. Esse é o segundo tipo de tumor maligno mais incidente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

O mastologista Olívio Neto, do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), aconselha que todas as mulheres acima de 20 anos façam o teste do toque nas mamas e axilas. “É importante a mulher se conhecer, se olhar no espelho, notar a forma da mama, para sentir se há alguma alteração, um nódulo”, explica. Ele ainda ressalta a importância de as mulheres acima de 40 anos procurarem um mastologista anualmente para fazer a mamografia.

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Arte: Mardônio Andrade

Prevenção aumenta chance de cura 

O médico destaca que, quanto mais rápido a mulher descobrir o nódulo ou a alteração, mais rápido inicia-se o tratamento e maior a chance de cura do câncer de mama. “Com o diagnóstico precoce, tem-se 90% de chance de cura e a possibilidade de fazer tratamentos mais conservadores como tirar apenas parte da mama ou fazer plástica mamária no momento da cirurgia. Cada dia mais, preza-se que o tratamento seja o mais estético possível”, afirma.

Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 14.388 pessoas morreram de câncer de mama no Brasil em 2013, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

Locais onde podem ser realizadas mamografias em Fortaleza

Olívio Neto explica que, geralmente, a mamografia é solicitada nos postos de saúde, pelo médico da Saúde da Família, ou pelo mastologista. O profissional pontua o Instituto  do  Câncer do Ceará (ICC), o Gonzaguinha e as Policlínicas como os principais lugares onde as mulheres podem realizar o exame de mamografia.

O mastologista também informou que 25% das pacientes no Ceará tem acesso a esse exame e que, em 2016, foram registrados 57.960 casos de câncer de mama no Brasil.

A superação: mulheres cearenses contam como venceram a luta contra o câncer

A costureira Maria Gorete Moura se curou há cinco anos de um câncer de mama. O diagnóstico precoce, feito por meio do exame de toque e da mamografia, a ajudou na luta contra a doença. Ela faz exame de rotina todos os anos e, em uma das vezes que foi fazer a prevenção, descobriu um nódulo. Logo depois, a costureira foi para o Hospital do Câncer do Ceará fazer outros exames e descobrir do que se tratava o caroço. Com a biopse, foi constatado o câncer e ela precisou fazer a cirurgia de retirada da mama.

“Fiquei muito abalada na hora, mas segui em frente, fiz todo o tratamento e ainda continuo indo aos médicos de rotina. O processo foi muito rápido, durou cerca de um mês, enquanto eu fazia os exames, e logo marquei a cirurgia no SUS. Aconselho a todas as mulheres fazerem a prevenção, não precisa ter medo de descobrir um câncer, não deixe para depois, porque eu lutei, descobri a doença logo no início e estou aqui, viva”, relata. Maria Gorete não perdeu tempo e hoje comemora a vitória contra o câncer com a força da família e dos médicos.

Apesar do sucesso da cirurgia, a costureira revela que até hoje tem dificuldades em se olhar no espelho. “Nunca mostrei para o meu marido a parte do meu corpo com a mama retirada, não tenho coragem, fico constrangida. Quando estou de prótese, é maravilhoso, mas quando eu tiro, minha auto-estima baixa. O médico sugeriu que eu fizesse a reconstrução da mama, mas eu não quero. Para mim, sou uma pessoa normal, que trabalha normalmente e se relaciona com as pessoas. Estou aqui para contar a minha história e encorajar outras mulheres a se cuidarem também“, diz Gorete.

A cearense Maria Iraci está curada do câncer há 12 anos. Foto: Arquivo Pessoal

A cearense Maria Iraci está curada do câncer há 12 anos. Foto: Arquivo Pessoal

Já Maria Iraci perdeu a mãe, vítima de câncer de mama, há 27 anos. Certa vez, o médico estudou o histórico hereditário e revelou que Iraci tinha 99% de chance de também ter a doença. A vendedora conta que ela e as irmãs sempre ficaram em alerta e tinham cuidados com a saúde.

“Apesar de sempre fazer o exame do toque, meu nódulo nunca foi palpável. Minha mama era bastante densa, vermelha e sangrava. Só vim descobrir o câncer por meio da mamografia e logo depois comecei o tratamento de quimioterapia e radioterapia. Me preparei, fiz a cirurgia pelo SUS de mastectomia radical, seguida da reconstrução da mama e histerectomia radical no Hospital do Câncer. Os médicos também sugeriram a retirada dos ovários, pois o câncer também poderia atingi-los”, relembra.

Iraci destaca a importância do diagnóstico precoce para a sua cura e diz que continua cuidando da saúde. “Se eu não tivesse insistido para descobrir o diagnóstico, talvez eu tivesse morrido, pois meu nódulo não era palpável e muitas biopses que fiz não revelaram o câncer, mas eu me conheço e sabia que havia algo errado com meu corpo. Nunca pensei em morrer, minha auto-estima sempre foi elevada. Não é fácil descobrir o diagnóstico, mas nunca recebi o câncer como uma sentença de morte. Eu digo que a minha vida estava toda certinha, minha mesa estava posta, com cristais, e aí tudo caiu, eu juntei todos os caquinhos, remendei, e continuo viva e feliz da vida. A prevenção é o caminho certo”, comemora.

 

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