Publicidade

Notícias

Governo pretende suspender abono salarial caso Reforma da Previdência não seja aprovada

Benefício é pago a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, e custará neste ano cerca de R$ 17 bilhões.

Por: verdinha às 16:19 de 03/07/2017

Foto: Alex Costa/Diário do Nordeste

Foto: Alex Costa/Diário do Nordeste

O Governo estuda acabar com o pagamento do abono salarial para cortar gastos e conseguir cumprir o teto orçamentário caso Reforma da Previdência não passe no Congresso Nacional. As informações são do jornal Estadão. O benefício,  pago anualmente aos trabalhadores inscritos no PIS/Pasep que ganham mensalmente até dois salários mínimos, custará R$ 17 bilhões neste ano.

O fim do abono chegou a ser discutido há um ano, durante a elaboração da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto de gastos, mas na última hora, a proposta foi retirada. Com as contas fechando no vermelho o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) precisa da injeção de recursos do Tesouro para bancar o seguro-desemprego e o abono. Para este ano, estão previstos R$ 18 bilhões. A União, porém, já avisou o conselho deliberativo do Fundo que não terá como bancar os rombos do fundo nos próximos anos e pediu medidas para diminuir as despesas.

O benefício também é pago de acordo com o tempo de serviço seguindo o modelo do 13º salário, que varia de R$78 a R$937. Tradicionalmente, o abono era pago de julho a outubro para todos os 22 milhões de trabalhadores que têm direito. Desde 2015, o pagamento foi dividido em duas etapas, como forma de minimizar o custo.

Segundo a equipe econômica do Ministério da Fazenda, o abono salarial, criado há 46 anos, não se justifica mais. O argumento é que o benefício foi criado na década de 1970, quando não havia política de valorização do salário mínimo com ganhos reais e nem rede de proteção social.

 

 

 

 

Comentar

Identificação

Se estiver com pressa, conecte-se a uma dessas redes para preencher seu cadastro.


Comentários(0)