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Site colaborativo “Onde Fui Roubado” ajuda a mapear assaltos em Fortaleza, reunindo estatísticas dos crimes

Ferramenta, criada por dois universitários da Bahia, conta com internautas para mostrar os pontos de assalto da Capital cearense

Por: verdinha às 11:04 de 19/08/2013

Foto: Reprodução/ Onde Fui Roubado

Usuários podem compartilhar as informações nas redes sociais Facebook e Twitter. Foto: Reprodução/ Onde Fui Roubado

Um mapa de Fortaleza que reúne os assaltos, reportados pelas próprias pessoas, está ganhando repercussão na Capital cearense nos últimos dias. O site “Onde fui Roubado” é uma plataforma colaborativa, criada por dois estudantes do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que tem como objetivo mostrar os pontos em que as pessoas foram assaltadas em qualquer município do Brasil.

O usuário pode informar o local, o horário e a data onde foi roubado e detalhar o crime. A ferramenta disponibiliza várias opções, como furto, assalto coletivo, arrombamento veicular, roubo de veículo, saidinha bancária, assalto à mão armada, sequestro relâmpago e outros. Todos esses tipos são distinguidos por cores diferentes no mapa. O internauta também pode informar que objetos foram levados, seja um celular, um relógio ou a carteira.

Os estudantes Filipe Norton e Márcio Vicente começaram a planejar o projeto em 2012. Márcio conta que o primeiro passo foi colocar no ar uma página de espera, mostrando o objetivo da ferramenta, para saber o que o público achava. “Tivemos 100% de feedback positivo. Então, no dia 29 de junho deste ano, lançamos a página”, conta o estudante.

Idealizadores prometem constantes melhorias para o público

Os responsáveis pelo site estão surpresos com a adesão da população à ferramenta. “Não esperávamos que seria tão rápido assim. Em um único dia, tivemos muitas denúncias”, afirma Márcio, garantindo que o número de pessoas que estão utilzando a ferramente em Fortaleza está crescendo rapidamente.

Apesar do sucesso com o público, os estudantes não param de trabalhar no projeto e garantem melhorias sempre. “A gente lança atualizações periódicas, inclusive temos uma lista de novos recursos para o site. A ideia é que a gente vá melhorando sempre. Nunca parar de produzir”, afirma.

Com esse pensamento, os dois já estão desenvolvendo o aplicativo para smartphones. O primeiro app que ficará pronto será para o sistema operacional iOS. Logo em seguida, os dois trabalharão com a plataforma Android.

Foto: Reprodução/ Onde Fui Roubado

Dados de Fortaleza na manhã desta segunda-feira (19). Foto: Reprodução/ Onde Fui Roubado

Ferramenta detalha dados de roubo de Fortaleza

Mostrar os dados reunidos, que foram informados pelas pessoas, para que a população os veja no todo é um dos pontos positivos do site, segundo os estudantes. “A gente não quer só ter os dados, a gente quer passar essas informações para a população”, afirmou Márcio.

Os dados de Fortaleza, segundo o site, até a manhã desta segunda-feira (19), revelam que mais de 400 pessoas publicaram que foram assaltadas na Capital, informando o bairro e como foram roubadas.

O Painel de Estatística ainda mostra que 63% das vítimas são homens e que os objetos mais roubados são celulares, carteiras e documentos, respectivamente. Já o tipo de assaltos mais frequentes, na seguinte ordem, são assalto à mão armada, furto e assalto coletivo.

O “Onde Fui Roubado” destaca também a quantidade de pessoas que resgistratm boletim de ocorrência em alguma delegacia do município. Sobre isso, Márcio faz questão de frisar a importância do B.O. “A gente não quer substituir o boletim de ocorrência de jeito nenhum. A gente quer trabalhar em paralelo com a polícia”, garante.

ALINE CONDE
REPÓRTER

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