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Mesmo após temporada de chuvas, açudes do Ceará seguem em situação crítica

Por: verdinha às 8:08 de 17/03/2015

Imagem de arquivo do açude que abastece Fortaleza. Foto: Igor Graziano/ Diário do Nordesre

Imagem de arquivo do açude que abastece Fortaleza. Foto: Igor Graziano/ Diário do Nordeste

O período chuvoso é um dos momentos mais esperados para os cearenses. Mas, apesar da chuva, o Ceará ainda tem níveis abaixo da média e os reservatórios ainda estão secos. A Cogerh (Companhia da Gestão dos Recursos Hídricos) monitora 149 reservatórios. Esses reservatórios estão com 19% de capacidade, isso representa o volume de 3,5 bilhões de milímetros. É uma quantidade significativa de água, porém isso não é distribuído de forma linear. Hoje, o estado do Ceará é dividido em 12 bacias hidrográficas.

A bacia hidrográfica em situação mais crítica é a dos sertões do Crateús, com volume de 1,16%, e a bacia do Curu, com 2, 67%. As bacias com a situação mais adequada são a do Alto Jaguaribe, com 38%, e a bacia da serra de Ibiapaba, com 22%.

“Os municípios da região metropolitana de Fortaleza e o Pecém são, hoje, a região mais importante em termos de atendimento à população. Nós temos 3,5 milhões de pessoas para serem atendidas. Na região metropolitana, a situação melhorou um pouco, o açude Gavião sangrou, mas não é porque choveu muito. Ele sempre fica na cota entre 90 e 95 para poder atender, por intermédio de uma galeria, a estação de tratamento de água da Cagece de Fortaleza e, por conta das chuvas na região metropolita, que foram abundantes, ele veio a sangrar. Foram economizados 12 mil litros por segundo e isso fez com que o Pacoti subisse em torno de 60 cm, o que proporcionou uma maior reserva na região metropolitana”, afirma Ricardo Adeodato, diretor de Operações da Cogerh.

Ouça entrevista com Ricardo Adeodato, diretor de Operações da Cogerh

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Hoje, no Ceará, o volume total armazenado nos reservatórios é de 19,1 %. “O importante das chuvas é diminuir significativamente a evaporação dos açudes. Assim, o lençol freático aumenta, ou seja, aumenta o nível de água das cacimbas, dos poços artesianos, a terra fica mais úmida, propícia para, em outras chuvas, encher os grandes, pequenos e médios açudes”, explica Ricardo Adeodato.

Ele enfatiza que estamos no quarto ano de seca e, em algumas regiões, no quinto, como a bacia hidrográfica do Curu e a do sertão de Crateús e que, por conta disso, é fundamental a economia de água por meio de atitudes simples e objetivas. “Diminuir o tempo do banho, ao escovar os dentes, enxaguar com copo, não lavar o carro com água da mangueira, e, sim, com o balde”, aconselha.

A utilização do sistema de reúso e recirculação da água pela indústria e mais tecnologia no sistema de irrigação também foram pontos citados pelo diretor de Operações da Cogerh. “É preciso encontrar soluções alternativas quando houver um período grande de seca para que haja redundância, ou seja, dessalinizar a água do mar, utilizar o esgoto da região metropolitana para a indústria”.

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