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Rosier segue expedição do Everest após avalanche que destruiu escada. Ouça gravação

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Foto: Divulgação

No último dia 18 de abril, uma regressão de um ano no calendário remonta à avalanche mais violenta da história do Monte Everest. O fenômeno matou 16 sherpas – guias locais – na expedição que contava com um cearense, Rosier Alexandre. O sobrevivente precisou adiar o Projeto Sete Cumes, que seria concluído com a chegada ao topo da maior montanha do mundo. O sonho voltou à tona em 2015.

O montanhista, natural de Monsenhor Tabosa, segue em direção ao Campo 1, o primeiro acampamento avançado do Everest. O filho, Davi, que o acompanhou até agora, permanecerá no Campo Base. Em áudio cedido à reportagem, Rosier fala direto da cordilheira do Himalaia, no Nepal. A gravação é a última enviada pelo cearense, que enfrenta dificuldades com o clima, principalmente com as temperaturas baixas durante a madrugada. Recentemente, o clima tem melhorado.

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Foto: Divulgação

“A expedição tá correndo bem. O clima não tá muito agradável. Nas madrugadas, a temperatura tem baixado de 20 graus. Diariamente tem caído bastante neve durante o dia, tem mantido temperatura até suportável, mas nas madrugadas tá sendo muito frio“, disse. O relato preocupante, porém, sofreu alterações nos últimos dias, com a “abertura do tempo”, o que possibilita a continuidade da expedição.

A subida aos campos avançados estava prevista para o dia 20, mas uma avalanche destruiu a escada de acesso. O fenômeno foi provocado por um serac, um grande bloco de gelo que se desprendeu da montanha entre o Campo Base e o Campo 1. Agora, com o conserto do equipamento e a liberação da subida, a expedição continua. Outro revés foi uma lesão no tornozelo sofrida durante treinamento nas paredes de gelo. Rosier foi examinado, medicado e repousou durante dois dias.”Agora começa pra valer. Em 10 horas estarei partindo para o primeiro acampamento avançado do Everest”, comentou Rosier pelo Facebook no início da manhã de hoje.

Ouça a gravação.

 

18 de abril

A tragédia que matou 16 sherpas em 2014 foi lembrada no dia 18 de abril como “Remember day“. Em memória e respeito às vítimas, nenhuma atividade foi realizada na encosta do Everest, como subidas, descidas ou mesmo treinamentos. O luto permaneceu durante todo o dia.