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Esportes

Após erguer time do zero, Alberto Bial comemora maior visibilidade do basquete no Ceará

Por: verdinha às 9:15 de 11/06/2013

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Alberto Bial levou o Basquete Cearense à oitava colocação na primeira fase do Novo Basquete Brasil (NBB). Foto: JL Rosa

Idealizador e treinador do Sky/Basquete Cearense,que saiu do Novo Basquete Brasil (NBB) após derrota para o Paulistano, Alberto Bial colhe os frutos da boa campanha realizada pelo time. Responsável por levar a equipe cearense até as oitavas de final do campeonato, Bial conta que, em 43 anos de carreira, está em seu “momento mais pleno de alegria.” “Eu estou muito feliz de estar vivendo no Nordeste. Eu sei, na minha vida, a importância deste momento”, afirma.

O técnico falou ao site da Rádio Verdes Mares sobre as dificuldades em erguer o time do zero, os incentivos necessários para o crescimento do esporte no Estado e seu desejo de dirigir a Seleção Brasileira de Basquete.

Rádio Verdes Mares: O Basquete Cearense é um time que se fortalece e que dá visibilidade ao esporte no Ceará. A que você atribui esse sucesso?

Alberto Bial: Esse foi um empreendimento visionário do Governador do Estado e do presidente da empresa Sky, que apostaram do projeto, entregaram e confirmaram ao Secretário de Esportes do Estado do Ceará, Gony Arruda, e ao meu comando técnico. A partir daí, a gente se desenvolveu. É um história que vai além desse resultado competitivo de rendimento da equipe, que está atraindo milhares de jovens para a prática do basquete. O Sky/Basquete Cearense é um projeto que veio mais como um movimento. Os primeiros passos estão dando visibilidade ao esporte.

RVM: Você acompanhou o time desde o começo. Hoje, podemos dizer que o Basquete Cearense é um time consolidado?

AB: O esporte nunca está pronto, sempre está se aperfeiçoando. A cada dia, a gente vai ganhando experiência. Eu não posso dizer que o time vai ficar pronto um dia, mas que há esse desenvolvimento. A gente espera que a equipe possa trazer mais alegrias para os aficcionados pelo esporte e para o Ceará. Esse é o nosso compromisso.

RVM: Quais os desafios de erguer o time do zero?

AB: Foram muito grandes, porque era uma situação inédita, nova. Tivemos que trazer os atletas. E já tinham equipes constituídas, de tradição. Graças a Deus, trouxemos atletas com muita experiência e a escolha deles foi feliz.

RVM: E agora? Quais são os objetivos e os desafios do SKY/Basquete Cearense?

AB: Abrir escolas de basquete e preparar mais pessoas para ensinar. Essa seria a parte mais importante do desenvolvimento da equipe. A gente tem como fim os jovens.

RVM: Além do papel que o seu time tem hoje de promover o basquete no nosso estado, que tipo de incentivo o esporte ainda precisa para crescer no Ceará?

AB: A gente precisa, junto à Lei de Incentivo ao Esporte, criar polos, como colégios, praças instituições que tenham estrutura para o basquete e, através dela, preparar professores para todos os pontos do Ceará. Esse é meu ideal. E nós temos muitas pessoas interessadas no esporte no Ceará. Em pouco tempo, acredito que a gente vai estar realizando esse sonho.

RVM: Você já foi jogador, já treinou vários times, como Flamengo, Fluminense, Botafogo. Como foi a sua mudança ao Ceará, para comandar o Basquete Cearense?

AB: Eu já estive na regiões Sudeste, Centro-oeste, Sul do País. Agora, estar no Nordeste é o momento mais feliz da minha carreira. Nunca tive tanta alegria e prazer. O SKY/Basquete Cearense começou com um pensamento meu, e, a partir daí, eu pensei nas pessoas capacitadas e captamos parceiros. A nossa equipe está jogando um basquete muito moderno, contemporâneo. O mais importante, todos os dias, é melhorar e se aperfeiçoar cada vez mais. Eu completei 60 anos de idade no ano passado. De 43 anos de carreira, é o meu momento mais pleno de alegria. Eu estou muito feliz de estar vivendo no Nordeste. Eu sei, na minha vida, a importância desse momento.

RVM: Qual o seu maior sonho, hoje, como técnico de basquete?

AB: O meu grande sonho é continuar viabilizando o projeto do Basquete Cearense. Planejá-lo a longo e a curto prazo, no momento da competição. Já dirigi a seleção brasileira de minibasquete, a juvenil, a militar e a universitária, mas não dirigi a seleção principal. Isso será sempre um desejo e uma vontade minha. Por que não sonhar? Com o Basquete Cearense, muitas pessoas falaram que não seria possível e hoje está aí, virando uma realidade. Que seja um projeto para muitas gerações.

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