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Entretenimento

Banda cearense toca música brega com estilo moderno e atrai público jovem

Por: verdinha às 9:02 de 11/06/2013

O grupo surgiu em meados de 2010, nas redondezas do Benfica, em Fortaleza. Foto:Divulgação/Facebook

O grupo surgiu em meados de 2010, nas redondezas do Benfica, em Fortaleza. Foto:Divulgação/Facebook

Música brega divertida junto com músicos com figurinos exagerados, roupas coloridas, quadriculadas e florais. É desse modo que a banda “Leite de Rosas & Os Alfazemas” se apresenta para o público jovem de Fortaleza, com repertórios que vão de Reginaldo Rossi a Odair José, passando por Agnaldo Timóteo e Sidney Magal, músicas sertanejas antigas e até carimbó.

Do gosto pela música cafona surgiu, em meados de 2010 nas redondezas do Benfica, a vontade de se juntar para tocar e se entreter. “Não montamos a banda para ganhar dinheiro, foi para nos divertirmos porque sempre gostamos de brega”, lembra o vocalista Adriano Uchôa. Ele e Alexandre Pompeu, João Vital, Vítor Ribeiro e  Marcelo Almeida formam o grupo irreverente que atrai olhares na cidade.

O estilo da banda chama atenção por unir arranjos originais das músicas bregas com um timbre mais novo e jovial. “O nosso estilo e a nossa pegada são mais jovens e isso fica marcado naturalmente na música que fazemos”, relata Adriano, afirmando que já chegaram a definir a banda como brega rock e até brega universitário.

Apesar de o início da carreira ser mais focado na diversão, “Leite de Rosas & Os Alfazemas” já entendeu que pode unir a vontade de fazer música brega com o mercado de jovens que procuram esse estilo para se divertir. Eles prometem novidades e trabalham, atualmente, em um disco autoral com cinco novas músicas.

O motivo de tantos jovens procurarem opções de canções antigas, segundo Adriano, se dá pela superficialidade das músicas produzidas atualmente. “É um som que não tem mensagem nenhuma, feito com muitos recursos tecnológicos, mas com nenhuma aptidão musical por parte de quem o faz. As músicas antigas são mais honestas e o público já percebeu isso”.

Preconceito deixou brega de fora da música popular brasileira

O vocalista ressalta que nem todos têm o mesmo gosto pelo brega. Ele afirma que ainda há muitas pessoas que olham para a música cafona de forma preconceituosa, julgando ser de “baixo nível ou de pessoas sem cultura”.

“A música popular brasileira hoje é, na verdade, elitizada e o brega ficou de fora porque é música da periferia para quem tem a famosa dor de cotovelo. Mas é tão bom quanto Caetano Veloso ou Chico Buarque”, garante Adriano.

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